Carro automático da Waymo exclui volante

O piloto automático se tornou uma tendência que acompanha os desejos de maior automatização na direção de veículos, no entanto, esse avanço tecnológico demonstrou algumas ocasiões perigosas e até mesmo imprudentes por quem deixou sua confiança total nesse tipo de tecnologia.

Os veículos que atuam sem a necessidade humana está nos planos de desenvolvimento das empresas Google e Waymo (especializada em tecnologia para carros autônomos).

A automação seria uma opção que deixaria de lado o recurso do piloto automático, comum em carros de empresas como a Tesla.

Em sua seção de perguntas e respostas (FAQ), a Waymo percebeu que a maioria dos acidentes são provocados por erros humanos, esse problema poderia encontrar a solução em carros completamente autodirigíveis.

Nos protótipos dos carros da Waymo é possível reparar que um dos principais recursos utilizados pelo motorista, o volante, não está presente no interior dos veículos. A intenção da empresa é tornar a automatização completa no momento de dirigir, além de integrar o novo design do interior. Os carros serviriam para transportar as pessoas sem a necessidade do manuseio delas na direção.

Em 2013 depois de observarem os resultados quando as pessoas tinham o piloto automático, o Google e a Waymo comprovaram que as pessoas se tornavam demasiadamente confiantes na função e perdiam a cautela na direção, por esse motivo foi decidido abandonar o recurso do piloto automático em seus carros.

Nos primeiros testes em 2013, John Krafick, CEO da Waymo, relatou o comportamento imprudente das pessoas que estiveram no carro com um piloto automático. Os passageiros passaram maquiagem, cochilavam e até mexiam nos seus smartphones enquanto o carro estava a 90 km/h.

Quando uma pessoa está no piloto automático ainda é necessário a sua atenção para as situações mais complicadas em que o sistema automatizado de direção ainda não está preparado. Alguns sistemas podem exigir que o passageiro manipule o volante para que o veículo detecte o nível de atenção e de consciência na direção.

Hoje, a Waymo tem um veículo que apenas exige o aperto de um botão para começar o passeio e outro para para aumentar a velocidade. O plano é avançar com o desenvolvimento para que o carro vazio possa buscar o passageiro de maneira totalmente automatizada.