Depois de um ano difícil entre Alemanha e Turquia, os dois países tentam se reconciliar

Durante um encontro que acontecerá na Alemanha, entre representantes da diplomacia alemã e turca, serão discutidos alguns assuntos que possam restabelecer as relações bilaterais entre os dois países,  que foram abaladas depois de um ano de muitas divergências  entre eles.

Essa reunião reunirá Mevlüt Cavusoglu e Sigmar Gabriel, na cidade de Goslar, que fica localizada à uma distância de 250 km da capital alemã, Berlim. Essa visita à Alemanha segue um plano para fazer com que a Turquia deixe de ser um território afastado de todos, principalmente depois da tentativa de golpe de Estado fracassado, que o país sofreu em 2016. Outro objetivo da visita é tentar retomar o diálogo com a UE (União Europeia).

Em uma visita a Paris, Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, disse que está esperando há muitos anos pela adesão da Turquia à União Europeia.

As divergências do país com a Alemanha se intensificaram nos últimos meses, depois que a Turquia prendeu diversas pessoas e que na sua grande maioria, tinham nacionalidade alemã e turca. A Alemanha no último verão, aconselhou a sua população sobre viagens para território turco e também advertiu empresas da Alemanha, sobre possíveis investimentos na Turquia. Outra medida tomada pelo governo alemão foi paralisar as exportações de armas para o país, embora a Turquia faça parte da Otan e seja um país aliado entre os membros da organização.

A Turquia nos últimos meses tem realizado algumas ações positivas para uma reconciliação, já que tem libertado de forma condicional e integral diversos presos que possuem passaporte alemão. Mas segundo a Alemanha, quatro dos sete presos têm dupla nacionalidade e continuam detidos em território turco por questões políticas.

Mas o principal motivo das divergências entre os dois países, é a prisão do enviado do jornal da Alemanha Die Welt, Deniz Yücel na Turquia, preso há quase um ano e que o governo turco ainda não declarou o motivo por ele estar detido.

Por outro lado, a Turquia denuncia que a Alemanha trata com benevolência os separatistas curdos e também os supostos envolvidos com o golpe de 2016. A chanceler alemã, Angela Merkel, chegou a ser acusada pelo presidente Erdogan de promover “práticas nazistas”, quando o governo alemão impediu que ministros da Turquia, fizessem campanha a favor do referendo que tratava da ampliação dos poderes de Erdogan.